sábado, 11 de maio de 2013

Despindo, despedindo e pedindo

Me abraça mais uma vez e olha o mundo que a gente fez, o sorriso na cozinha, o amor no quarto e o som na viola - que hoje me fez chorar. Me fez lembrar daquela vez. Nossa história começou assim, tipo "era uma vez", conto de fadas, filme de romance, te dei meu sangue, minha alma, meus olhos e minha prosa: você puxava a minha camisa e falava sobre rosas.

Uma ideia boa para a vida seria que você nunca mais saísse da minha. Reconheci em seu sorriso os meus segredos e não tive vergonha de meus erros, você lava a minha alma e desperta os meus desejos. Um beijo, seu beijo, você agora beija a vida. Eu sou a plenitude. A vontade de viver corre em minhas veias e eu corro para seus braços, seus traços me gelam, suas pernas me traem quando te levam embora, mas a sua boca torna a dizer que volta e traz meu sorriso a tona, apaixonando o meu pobre coração que sonha o sonho impossível de adiantar as horas dando, no mundo, um milhão de voltas.

Olhe nos meus olhos. Você consegue ver que a melancolia não mora mais aqui? Eu não choro mais, não por cansaço, mas por estar escarço o sentimento abafado, momento depressivo superado. Desde que você apareceu, amar se tornou novamente agradável, me tornou mais responsável, me fez ver o mundo de cabeça pra baixo. Vem cá, me dá mais outro abraço.

Como é difícil se despedir! Você me conta sobre sua rotina, e eu só penso em te despir. Eu vou cantar baixinho, mas se ajudar, liga o raidinho e ouve o som que eu tocava na viola, e coloca de vez dentro dessa cachola, eu te amo, então volta!

Um comentário:

  1. Poésie parfaite, j'ai adoré ... vous avez potentiel bisous ^^

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