sábado, 26 de março de 2011

Não são apenas palavras

e como um desespero na tentativa de sobressair-se sobre a condição de esquecimento, a alma faz emergir sentimentos e sensações que transpoem-se em palavras. os olhos são janelas da alma de dentro para fora, transmitindo e deixando florescer impressões que dificilmente se apagam. já de fora para dentro, os olhos são apenas porta de entrada para um universo complexo que se abriga em mim. impossivel termos pré-julgamentos em relação a alma das pessoas. temos preconceitos (conceitos imediatos) em relação a aparência ou sobre conversas de terceiros. se conseguissemos ler o que cada um realmente é por dentro, dificilmente existiriam tantas diferenças assim, tanta hipocrisia.

não aprisiono minha alma, pelo contrário, a deixo livre, interferindo em minha mente, em meu plano físico. então as palavras que jorram de mim são, de um todo, impulsivas. ninguém segura o que sou por dentro, não pretendo esconder a minha essência. esse sou eu. então eu sinto, eu sofro, eu sorrio, eu amo. e as palavras saem vomitadas dos olhos para o meio externo, e vocês sentem. esse blog é sobre isso, todos esses textos são isso. sinceridade, honestidade e inspiração.

palavras inspiram outras palavras, que inspiram outras frases, que inspiram outros parágrafos. textos saem um atrás do outro, mas por trás de cada letra está a minha alma. eu sou transparência e não tenho vergonha do que sou. sou coragem por dar a cara a tapa para quem quiser presenciar e sem ter que provar nada a ninguém. as palavras que saem do meu interior, não saem por pressão, saem por espontaneidade, por que elas tem que sair. as palavras estão no cosmos, e minha essência apenas assimila o que me torna o que quero ser. então se minhas palavras se dirigem a você, não as tome como inconsequentes, as leve a sério. e se um dia você quis que a sua íris transbordasse e sintonasse radiante com a minha, não existe tempo para voltar atrás. o tempo é curto. a vida é efêmera. somos o aqui e o agora, o amanhã somos nós, mas nós amanhã somos outros. a situação que acontece por ter que acontecer, não quer dizer que estava traçado como um conceito ultrapassado de destino, mas sim como por ter sido melhor acontecer, porque em outro emaranhado de situações aquilo se tornou base para outras ocasiões. somos o aqui e o agora.

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