sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A lenda dos sete mares

os meses dele não tinham semanas, as semanas não tinham dias e nos dias, de nada valiam as horas. as únicas coisas que tinham importância para ele, eram as estrelas que serviam como bússola e o vento que decidia a velocidade da sua embarcação. ele era uma figura imponente, grande como um armário, pele queimada do sol, olhos grandes como dois diamantes azuis, cabelos e barba pretos como a noite e um ar de quem já percorrera os sete-mares, enfrentara mil criaturas marítimas e sobrevivera a cada um dos infinitos perigos encontrados mundo a fora. não tinha uma perna postiça de madeira, nem andava com um tapaolho, muito menos com um papagaio no ombro.

sua tripulação era composta por homens de várias partes do mundo, em cada porto que paravam, mais homens destemidos se juntavam a todos aqueles prisioneiros da própria liberdade. muitos tinham tudo e largavam o que tinham para viver a liberdade e a emoção que corria-lhes na veia. abandonavam tudo por amor ao mar e ao desconhecido. muitos daríam a vida por aquele capitão. ele e sua tripulação já eram um só e a casa deles era o mundo inteiro, no mar, quem mandava eram eles.

o rei dos mares, como ficou conhecido, era admirado e temido por todos os quatro cantos da terra. criaturas marítimas se escondiam no fundo do mar, corsários preferiam afundar os próprios navios e cidades faziam festas que duravam 7 noites por onde ele passava. tinha um sorriso de prata combinando com os anéis que cercavam-lhes os dedos. era um cara humilde, tinha o coração grande como os oceanos e duro como pedra. mas um dia tudo aquilo iria mudar, e mudou...

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