terça-feira, 25 de junho de 2013

Como dizia o síndico

Somos síndicos das nossas próprias almas. Administramos as nossas falhas, admitimos os erros, e prestamos contas sobre o fechamento do dia em relação a nossas ações, se fomos coerentes com nossos princípios. Somos agentes de mudança, mas somos nossos próprios críticos. Nada dói tanto quanto o arrependimento, nosso próprio reprovamento, olhar no espelho e sentir desprezo. Peso na consciência, retroativa ciência, choro na essência. Gosto de ser, como diria Raul Seixas, metamorfose ambulante. Me amarro na ideia de ser exagerado, como Cazuza, ou o último romântico dos Los Hermanos, mas nada me deixa mais orgulhoso do que ser o que eu quero ser, de ser completamente amado e ser irremediavelmente amor. Vinte e quatro horas por dia eu sou paciência, sete dias na semana eu sou tranquilidade, doze meses por ano sou feliz, e todos os anos por vida continuarei a ser amor, e quando eu não for nada disso, serei perdão. Nada emociona tanto quanto o perdão, nosso próprio recomeço, olhar no espelho e sentir orgulho. Somos síndicos e administradores falhos, erramos um bocado e erraremos muito mais ainda, e acabamos abrindo feridas e deixando estragos por onde passamos, mas a vida é isso. Amor, perdão, paciência são a chave para a felicidade diária. Que você mude o mundo, mas depois de conseguir mudar você mesmo.

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