quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Astronauta

Flutuando sem órbita
navegando sem tormentos
não me preocupo com hora,
só me interessa o vento
que sopra sem pressa,
que conta nos dedos,
que pinta aquarela
e que voa sem medo.

Quantas luas existem
nesse mundo só meu?
Vinte e tantas existem
mas uma não morreu.
Teus olhos me cercam,
me invadem, arremessam,
me cortam, me acertam,
me erram e me costuram a alma.

Tua boca me olha,
seus olhos se fecham,
seu sorriso se apressa,
chega na hora certa.

Aroma de incenso
jogo de cartas
saídas de emergência dispenso
nomearei as suas sardas.

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