terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Aprendendo a amar.

Ensanguentei as minhas mãos, inundei os meus olhos e esvaziei o coração. Abri um corte na garganta para conseguir respirar enfim. Bati na fibra da percussão, como no candomblé, porque não era digno de falar. Me livrei dos meus pecados porque aprendi a rezar. Perdi você por não saber dizer que te amo. Se todos os segundos voltassem, diria em muitos deles o que não soube dizer até aqui. Então eu fiz poema. Um não, cem mil poemas. Fiz canções. Escrevi livros. Pintei quadros. O corte na garganta deu espaço para as palavras escorrerem. O meu violão cansou de meus dedos, que calejados, ensurdeceram a minha alma e atormentaram o meu ser, insistindo em todas as canções que fiz pra você. Se do outro lado do mundo, você conseguir ouvir, então saiba que é esse o tamanho do meu amor, e é essa a falta que você me faz. Perdi o brilho nos olhos quando te vi ir embora.

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