sexta-feira, 30 de setembro de 2011

contracorrenteza

figuras de linguagem não conseguiriam explicar a vocês o sentimento que arde em mim. viciei o meu coração com tristezas maiores para amenizar contratempos menores, e agora estou colhendo o resultado dessa doença. vocês que me lêem na surdina, agora conseguem me ver com as mãos sujas e com o rosto completamente suado. eu tentei correr, eu tentei sair, eu tentei fugir disso tudo. mas agora eu desisto. vou lavar minhas mãos, enxugar o meu suor e vou parar de nadar contra essa correnteza. vou parar de tentar me levantar porque eu cansei de cair e não sair do lugar. não sei o que aconteceu há tanto tempo que me prende a essa mesma situação, então eu resgato em minha memória algo que vocês, leitores, nunca entenderão, ou talvez sentem o mesmo e preferem esconder de vocês mesmos como eu fiz até agora. mas eu desisto! a tristeza, visita constante, chegou novamente mas dessa vez vou abrir a porta para que ela possa entrar. quando estiver tocando o violão e as cordas insistirem em tocar aquela melosa melodia, não vou parar de tocá-las, vou simplesmente ouví-las ecoarem em peito tão desfalecido, em abismo tão incerto, em correnteza tão cruel. dilacerando veias e inundando vilas inteiras; e mesmo que você ainda persista e exista, maldita sejas, clarisse.

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