segunda-feira, 19 de julho de 2010

Música

era uma tarde e era igual. uma tela indiferente. um retrato comum. céu azul, sol radiante. e o que fazia sua cena ímpar era o som, era a música. e a cena o fez escutar o que estava tocando. o som veio pelo ar, adentrou pela orelha, penetrou os tímpanos, invadiu o cérebro, passou pelos neurônios e virou marcação compassada na sola do pé, que virou batuque, que virou ritmo. virou suingue, que virou ritmo. virou batida, virou ritmo.

compassos ordenados e sicronizados, mente alerta e ouvidos funcionando e atentos. criatividade e ideia. movimento contrario do impulso. da sola do pé, do ritmo, direto para o cérebro, direto para o ar. e fez-se letra, fez-se melodia e ritmo.

falava do universo, falava do mundo, acreditava que o amor era remedio e não doença. falava de irmandade, falava de harmonia, falava de sicronia, acreditava que o amor era inicio, meio e fim de uma historia mal contada pela humanidade.

não fez-se musica. ela ja estava ali e ele só a percebeu, ele só a transcreveu, ele se encantou e a cantou. ele não criou, como um processo aerobio, transformou energia em materia.

inspiração existe e é tudo aquilo que nos fortalece e nos torna capaz de tamanha sensibilidade. musica é dadiva, musica é prazer, musica é vida!

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