quinta-feira, 14 de julho de 2011

Qual é a sua?

qual é a sua?
que passa e me provoca
e depois finge que nunca me deu bola
que disfarça olhar, menospreza elogio
dá de ombros para os queixos que caídos
caem quando você passa.

inquietamente deslumbrante
não consigo ver nenhum defeito
não ouso procurar com anseio
mas o que haveria de procurar
quando o que se mais dificil de achar
já estaria acomodado em minha memória.

para os meus versos és razão
para as minhas noites mal dormidas: indecisão
sobre o que melhor pensar
sobre o que você quer de mim, adivinhar
qual é a sua?
eu já sei do que gostas
das músicas que te fazem dançar
dos filmes que te fazem chorar
eu te falo as coisas que sempre quis ouvir
e ouço quando ninguém quer te escutar.

onde as horas estariam?
voando ao nosso redor estão
e você de proposito anunciria
quando elas já tocassem o chão
e diz o quanto bobo eu seria
se te pedisse pra ficar
implorando que recitasse
o que quis tanto escutar
de alguém com paixão
mas ninguém lhe deu atenção


qual é a sua?
sei que não queres nada
mas sei que posso ser tudo
sonho com você toda a madrugada
e que tudo isso um dia seja verdade
e que a verdade seja mt mais
e que mt mais sejam mais sonhos
e que mais sonhos sejam a realidade
e que a realidade seja você!
vou te ver passar mais uma vez
te escreveria uma carta
para ser enviada daqui há alguns anos
e me desafiaria
se soubesse onde você moraria
apostaria que onde você estivesse
feliz estaria
e a carta leria
com contente sorriso ao seu lado
e todo o motivo parecesse óbvio
e esse cara seria eu.
apostaria.
se eu soubesse, o faria.
se eu soubesse qual é a sua.

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