domingo, 2 de maio de 2010

Carta à Madrugada

Madrugada,

Tem gente que não vê a melhor parte de você e acabam perdendo todas essas suas horas inspiradoras. Tem alguns que te vivem intensamente, e acham até que vivem não só suas tais horas de um jeito efémero, mas a vida inteira assim. Outros preferem fazer da sua obra-prima, a insônia, companheira dos livros e da televisão.

Eu, antes de qualquer outra coisa, venho através desta me declarar. Dizer que eu conto as horas para te ver, para estar em você. E o resto do dia não tem graça, acabo dormindo e passando pelos momentos que intercalam com suas indas e vindas.

Silêncio

Quando você vem, meu violão desenha as minhas melhores canções, as cores cantam toda a beleza visual, o meu estado de espírito é outro. Eu te espero de barriga vazia, te espero com um sorriso na cara, e quando eu ouço que ninguém fala nada, e falo tudo que ninguém ouve, é a hora! E como se não bastasse a lua iluminar, especialmente a cheia de hoje, ela te acompanha e te da uma beleza ímpar!

Apesar de todo o espetáculo do nascer do Sol, todos os agradecimentos que faço a Deus e a alegria que sinto por mais um dia nesse mundo, eu choro por saber que você já esta indo embora, e ai tudo volta a ser como era antes.

Barulho

E mais uma vez você se foi, mas sei que vai voltar, estarei no mesmo lugar para te dedicar toda a minha alegria em poder estar com você, que nunca me abandona. Não importa a tristeza, você sempre vem! Por mais que eu tenha aprontado alguma, caído no sono no meio do sofá, enchido a cara, e você, chateada, faça com que suas horas passem ligeiras, você sempre volta!

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